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| Todo homem tem apenas um destino |
Este foi o último livro que li, atualmente estou em um ótimo sobre marketing e psicologia - assim quer finalizar, comentarei.
Don Vito é um líder, com L maiúsculo. Puzo, em nenhum momento confronta a ética e a moral com relação aos negócios ilícitos da Família. Mas nos dá uma visão em ponto certeiro de como o Don age nos negócios e como isto serve de modelo para nós.
Don Vito é um líder, tranquilo, sereno, de fala mansa - no filme que imortalizou Marlon Brando, o personagem tem um problema sério na fala, dizem até que Brando, colocava uma noz na boca para dar ênfase a isto.
E é justamente com este estilo que o Don cuida dos negócios da Família. Existe ali uma hierarquia muito bem sinalizada. Se fosse um organograma de empresa teria essa cara:
- CEO - O Don (manda, desmanda, não é questionado)
- CONSELHO - Consiglieri (o conselheiro e meio mordomo/secretário do Don.) Em todas outras Famílias concorrentes, este papel cabe a um Siciliano nato, mas na Famíla Corleone é ocupado por um filho de Irlandeses.
- GERENTES de OPERAÇÕES - Caporegime (ou comandante) - são o capangas ou os que administram os capangas. Operam em campo e são cargos de confiança. No caso os Corleone tem dois gerentes deste tipo
Uma estrutura básica, enxuta mas muito funcional. Aqui já nos deparamos com o estilo da "empresa" Família Corleone. Na visão do Don, apenas os de confiança fazem parte. E tem que vestir a camisa, como se diz. No caso, todos estes passam pelo "batismo de fogo" ou seja, para provar a lealdade ao Don tem que passar fogo em algum carcamano.... tem que matar !
O DON:
O que chama a atenção nesta obra é o estilo do Don de governar baseado na lealdade e na amizade. Simples assim. A demanda deste mercado, baseia-se no respeito que as pessoas, geralmente com problemas tem pelo Don Corleone. Ele pede "apenas" a amizade destas pessoas, no sentido de que ele, o Don, faz um favor a este alguém. Este por sua vez, "fica devendo" algo para o Don que um dia talvez possa vir a cobrar.
Hoje dizemos que isto é fidelizar o cliente !!!
Uma forma, no caso bem inusitada, é fato, mas uma forma de criar vínculos com a sua demanda - as pessoas que buscam "serviços" do Don.
Outra coisa a comentar é justamente a visão de longo prazo. Ele sempre tem algo em mente quando o plano A ou de curto prazo não dá certo.
Durante a estória, o Don fica impossibilitado de trabalhar, devido um atentado que sofre. Imediatamente seu filho mais velho, Santino ou Sony, assume o lugar do pai e busca fazer "justiça".
Nos negócios, quando uma empresa sofre "ataques" da concorrência, ela também revê suas estratégias. E aqui temos algo interessante, mesmo sendo uma gestão centralizada, a equipe tem tendências de ser "autogerenciavel".
Quando algo dá errado, as empresas e os gestores tem a obrigação de ter um plano B. E muitas vezes não tem. Ai a correria é generalizada.
No caso, o substituto, do Don, seu filho mais velho acaba saindo do jogo quando é executado. A Família aparentemente entra em colapso, perde espaço nas bancas ilegais de jogos - traduzindo: perde share de mercado, faturamento e clientes !!!
Quando tudo aponta para o fim da família/empresa, eis que Don Corleone, sugere aos inimigos uma trégua - mesmo depois da morte do filho.
A estratégia ai é espetacular. Don se finge de morto, para ganhar tempo e assim refinar suas idéias. Muitas empresas também passam por isto: um dos casos mais clássicos é do AS HAVAINAS.
Recentemente a ARNO também passou por apertos e hoje tem se reestruturado, oferecendo produtos de maior valor agregado - um reposicionamento da marca. A mesma estratégia das sandálias. (basta lembrar que há um bom tempo não se via publicidade da Arno).
Por situações do livro - que não quero expor para não me alongar - quem passa a ser treinado para substituir o Don é seu filho mais novo, Michael. Este, por sua vez, passa um cargo do que hoje seria o de Trainee.
Recebe um treinamento intensivo, diário, que dura cerca de três anos junto ao Don e sua estrutura para assim aprender sobre os negócios da Família.
Quando assume o cargo de vez, Michael, agora o novo Don, toma algumas atitudades drásticas, quem mostram assim, o novo posicionamento da empresa:
- Elimina dois chefões (Dons) de Nova York - Para os dias de hoje, seria a compra/aquisição de duas empresas concorrentes.
- Transfere todo o poder da Família de Nova York para Las Vegas - As empresas antes de se instalarem, estudam o que aquela região oferece de bom (principalmente no aspecto contábil, financeiro e logístico).
- Altera o negócio principal da Família (jogatina) para a administração de Hotéis/Cassinos - Antes por exemplo um certo segmento de tecnologia vendia computadores, hoje vende soluções em TI. (tecnologia da informação).
Ou seja, a nova administração, o novo Don, reestrutura fortemente a empresa. Não seria o caso de chamar de reengenharia, pois naquela época não havia tecnologia para isto.
Mas um forte novo posicionamento da nova geração que enxerga com precisão as mudanças do setor, tanto por parte dos concorrentes como principalmente da demanda dos clientes.
Não vou me prolongar mais rsrsrs..
Recomendo a leitura de O Poderoso Chefão. Ou a trilogia de filmes, ambos são muito bons.
E lembre-se: Famíliaaaa !!!! O Don só quer a sua amizade. Só quer ser chamado de Padrinho.

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